Entre os trabalhadores europeus do século XIX havia muitas crianças.
Para os patrões era vantajoso empregar crianças:elas costumavam ser
mais submissas do que os adultos, recebiam salários ainda mais baixos e
podiam se movimentar por espaços estreitos. As crianças se arrastavam
por debaixo do tear para recolher os restos de
lã que caíam da máquina. Os retalhos eram catados e retornavam às
máquinas de fiar para que não houvesse desperdício de matéria-prima. As
crianças que faziam isso corriam o risco de serem esmagadas pelas máquinas.
Muitas
vezes as crianças ficavam cansadas, sonolentas, e não conseguiam manter
a velocidade exigida pelas máquinas. Quando isso ocorria, em geral apanhavam para trabalhar mais rápido ou tinham a cabeça mergulhada na água fria para ficarem acordadas.
Também eram punidas quando chegavam atrasadas ao trabalho ou quando
conversavam com outras crianças, sendo acorrentadas e enviadas à prisão
Antes da Revolução Industrial os produtos eram feitos manualmente e, no máximo com a ajuda de máquinas simples. E, dependendo da escala dos produtos, grupos de artesões se organizavam e dividiam a etapa dos processos. Essa produção era feita em oficinas que funcionavam na própria casa do artesão que comandava todo o processo, desde a matéria-prima até a comercialização do produto finalizado. Com a Revolução Industrial, os trabalhadores perderam o controle da produção pois começaram a trabalhar para um patrão, perdendo assim a posse da matéria-prima, do produto final e também do próprio lucro. Esses trabalhadores começaram a operar as máquinas que pertenciam aos donos das fábricas que passaram a receber todos os lucros, e o trabalho realizado com as máquinas ficou conhecido como maquino fatura. ...

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